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Servidores não aceitam retirada de direitos e governo deve apresentar nova proposta

As lideranças do Fórum das Entidades Sindicais FES e de associações e sindicatos das polícias civil e militar se reuniram na manhã desta sexta-feira (5) com representantes do governo Ratinho Junior para cobrar uma proposta concreta de pagamento da reposição. A data-base venceu no dia 1º de maio e o índice da inflação acumulada é de 4,94%.

Os servidores reiteram que não aceitam os 0,5% a partir de outubro, anunciados pelo governador à imprensa na última terça (2). As lideranças enfatizaram que aguardam uma “proposta decente” e que também não negociam retirada de direitos. O governo assumiu novo compromisso de responder às reivindicações em reunião marcada para segunda-feira (8).

O encontro de hoje foi na Casa Civil e contou com a presença de deputados. A greve continua.

Proposta do governo representa apenas 0,25% de data-base

Ao contrário da informação apresentada pelo governador Ratinho Junior (PSD) à imprensa, nesta quarta-feira (3), a proposta de reposição salarial para o funcionalismo público representa apenas 0,25% de data-base, bem distante dos 5,09% anunciados. A diferença é explicada por uma manobra do governo.

A data-base dos(as) servidores(as) vence anualmente no dia 1º de maio e a revisão dos salários tem como base a inflação, que nos últimos 12 meses foi de 4,94%. Já a proposta propagada pelo governo é pagar 0,5% só a partir de outubro, sem retroativo. Com esse atraso, de acordo com o Fórum das Entidades Sindicais (FES), na prática, a reposição equivale a 0,25%. O cálculo considera o período integral da data-base, de maio 2019 a abril de 2020.

“Isso é inaceitável. Com esse índice, uma funcionária de escola não compra nem metade de um pacote de arroz, não paga um quilo de tomate. Mais uma vez o governador desrespeita os trabalhadores”, disse o presidente da APP-Sindicato, Hermes Leão.

As lideranças sindicais destacam ainda que o índice restante da proposta anunciada, a ser dividido entre 2021 e 2022, não está garantido. O parcelamento foi condicionado ao crescimento mínimo de 6,5% e 7%, respectivamente, da arrecadação de impostos. Pela proposta do governo, a data-base dos próximos anos ficaria congelada.

“A data-base é anual, para recompor as perdas da inflação. Esse é um direito de todos os trabalhadores. O que o governo divulgou hoje para a imprensa não é uma proposta, é a retirada de direitos. A greve continua”, disse a integrante da coordenação do Fórum das Entidades Sindicais (FES), Marlei Fernandes.

De acordo com o comando da mobilização, a greve continua. O movimento quer uma proposta que contemple pelo menos a inflação dos últimos 12 meses e a negociação dos atrasados. Os salários do funcionalismo estão congelados desde 2016. A defasagem acumulada passa de 17%.

Segundo os estudos orçamentários do FES, a reivindicação pode ser atendida e não oferece riscos às contas públicas. Com base em dados da Secretaria da Fazenda, a despesa com pessoal é a menor dos últimos 10 anos. Em março, a imprensa oficial divulgou que o Paraná lidera o ranking nacional de saúde financeira.

A greve teve teve início no último dia 25 e a postura do governador, considerada autoritária, tem ampliado a cada dia a adesão ao movimento. Em Curitiba, os(as) servidores(as) seguem acampados em frente ao Palácio Iguaçu, sede do governo. Os(as) trabalhadores(as) continuam cobrando uma reunião com Ratinho Junior.

Ratinho Junior cancela reunião marcada para negociar com servidores públicos

Greve continua e mais categorias devem aderir ao movimento

A coordenação do Fórum das Entidades Sindicais (FES) recebeu no início da noite desta terça-feira (25) a informação de que o governador Ratinho Junior (PSD) determinou o cancelamento de uma reunião que estava marcada para esta quarta-feira com o comando da greve dos servidores públicos.

O encontro estava previsto para as 11h e tinha o objetivo de resolver o impasse criado pelo próprio governo por não recompor, desde 2016, as perdas da inflação nos salários do funcionalismo. Não foi informado o motivo do cancelamento.

Para a coordenação do FES, a decisão do governador demonstra, mais uma vez, sua falta de interesse em dialogar com os servidores e buscar uma solução para a greve. A expectativa é de que Ratinho Junior reveja o posicionamento.

As lideranças sindicais reiteram que o movimento continua e vai se ampliar com a adesão de mais categorias. Em Curitiba, está mantida a programação com concentração em frente ao Palácio Iguaçu, às 9h, e protesto em frente a Secretaria da Fazenda (Sefa), às 15h.

Só promessas

Em 2018, Ratinho liderou um grupo de deputados na Assembleia Legislativa do Paraná para exigir da ex-governadora Cida Borghetti o pagamento da reposição salarial, a data-base. Na época, o então deputado publicou em sua rede social uma entrevista, de cerca de quatro minutos que concedeu ao vivo a um canal de TV, onde defendeu a reivindicação dos servidores.

Durante a campanha eleitoral, Ratinho Junior prometeu se reunir com os sindicatos em um dos primeiros atos do seu governo para garantir o pagamento da data-base. Passados seis meses de gestão, Ratinho ainda não se reuniu com os sindicatos.

No início deste ano, em outra promessa, o governo disse que teria uma proposta até o final de abril. Não cumpriu.

O governo só passou a dialogar oficialmente com os trabalhadores depois da manifestação que reuniu mais de 10 mil em Curitiba, no último 29 de abril. Dessa vez a promessa era apresentar uma proposta em até 30 dias.

Foram realizadas oito reuniões entre técnicos e lideranças dos sindicatos para debater a pauta de reivindicações. O prazo acabou e o governo não fez nenhuma proposta, empurrando os servidores para a greve.

Dois meses de salário a menos

Os trabalhadores reivindicam o pagamento de 4,94% referente a inflação dos últimos 12 meses, e a negociação dos atrasados. As perdas acumuladas passam de 17%. De acordo com o economista Cid Cordeiro, os servidores estão deixando de receber o equivalente a dois meses de salário por ano.

Segundo os estudos orçamentários do FES, com base em relatórios oficiais divulgados pela Secretaria da Fazenda, o governo Ratinho Junior tem condições de atender a reivindicação dos servidores sem qualquer risco para a saúde financeira do estado.

As informações são assinadas pelo economista Cid Cordeiro. O especialista destaca que o gasto com pessoal é o menor dos últimos 10 anos. Em março deste ano, a imprensa oficial do governo do Paraná divulgou que o estado lidera o ranking nacional de saúde financeira. Em 2018, a arrecadação com impostos foi R$ 2,2 bilhões maior do que a previsão da Sefa.

É GRAVE, É GREVE!

Pauta unificada

  • Pagamento da Data-base;
  • Retirada do Projeto de Lei Complementar 4/2019 da ALEP que destrói a carreira do funcionalismo público estadual;
  • Abertura de concurso público;
  • Defesa da Previdência Pública;
  • Humanização da perícia médica no Estado;
  • Melhores condições de atendimento da saúde dos(as) servidores(as);
  • Garantia do direito de greve e retirada das faltas atribuídas ilegalmente;
  • Concessão de licenças especiais.

Fes faz nova mobilização e mais categorias confirmam greve a partir do dia 25

O Fórum das Entidades Sindicais (FES) realizou, na manhã desta terça-feira (18), mais uma mobilização pela data-base. Servidores e lideranças dos sindicatos se reuniram em frente ao Palácio Iguaçu.

Com a pressão, o governador Ratinho Junior (PSD) recebeu deputados estaduais que compõem a bancada de Defesa do Serviço Público.

A coordenação do FES explicou que o governador não apresentou proposta para pagamento da reposição salarial do funcionalismo, mas teria informado aos deputados que ainda está discutindo o assunto com sua equipe.

No período da tarde, o comando estadual para a greve unificada dos servidores esteve reunido. Os representantes dos trabalhadores deram continuidade nos preparativos da paralisação por tempo indeterminado a partir do próximo dia 25. Continue reading